Roger Amaral deixou as galerias e expõe suas obras nas ruas
Por Catia Reis l Foto: Arquivo Pessoal
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| "Eu nunca me vi um artista formado pela Belas Artes, me vejo um artista pelo que eu sinto, pelo que eu sou" |
Roger Amaral, 32 anos, é um artista plástico e escultor. Já expôs suas obras em galerias pela Europa, América Latina e em diversos Estados do Brasil. Há quatro anos expõe suas obras nas ruas. Começou fazendo esculturas em madeira, até se aperfeiçoar, hoje a maior parte de suas esculturas são feitas em metais que ele compra em ferro velho.
Ele explica porque trocou as galerias pelas ruas. “A galeria já era uma exigência do que a pessoa queria, de criar baseado no que o cliente quer e isso veio a me incomodar. Hoje faço esculturas, mas o que eu crio é somente origem minha. As pessoas irão comprar um trabalho que eu criei e desenvolvi sem influência do próximo”.
Roger busca desenvolver um trabalho onde procura captar a origem do objeto no ambiente onde vive. Talvez essa inspiração aconteça devido já ter viajado por diversos lugares do Brasil e do mundo.
Apesar da formação acadêmica, Roger acredita que a arte é um veiculo de expressão: “A faculdade me ensinou técnicas, não que tenha me formado um artista. Eu nunca me vi um artista formado pela Belas Artes, me vejo um artista pelo que eu sinto, pelo que eu sou, a natureza da minha essência e eu acho que é isso o artista de rua”.
Apesar da formação acadêmica, Roger acredita que a arte é um veiculo de expressão: “A faculdade me ensinou técnicas, não que tenha me formado um artista. Eu nunca me vi um artista formado pela Belas Artes, me vejo um artista pelo que eu sinto, pelo que eu sou, a natureza da minha essência e eu acho que é isso o artista de rua”.
Ele acredita que somente nos últimos dois anos é que a arte de rua está sendo bem divulgada e que as pessoas vêm participando mais desse tipo de arte. “O artista de rua ainda é marginalizado, apesar de ter diminuído bastante. Em São Paulo por ter um nível cultural muito alto, devia ser menos esse preconceito, mais a verdade é muito mais, há muito preconceito com os artistas de rua do qualquer outro lugar do país”.
Roger ainda cita que a população da região Nordeste é bem mais receptivos. “Falar do Nordeste, sou suspeito, sou apaixonado, eles são fantásticos, lá tem teatro na praça e aonde você for, tem algo relacionado com a arte, eles respiram isso”, diz.
Roger acredita que sua arte está no contraste em expor suas obras em lugares alternativos: “A arte é levar para quem realmente necessita entender a arte, porque agente não vai evoluir nunca se ficar dentro de uma galeria. Então o lugar é aqui na rua. A rua mostra o quanto podemos evoluir”.






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